Operação Riga: PF Investiga Cibercriminosos por Invasão e Fraudes no INSS
A Polícia Federal deflagrou a Operação Riga contra um grupo cibercriminoso suspeito de invasões e fraudes no INSS. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal. Os investigados teriam instalado equipamentos ocultos nas agências para acesso remoto aos sistemas, possibilitando reativação de benefícios suspensos, alterações de titularidade e empréstimos consignados indevidos. As autoridades não confirmaram vazamento de dados públicos.
Detalhes da Operação Riga
A Operação Riga, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (07), tem como alvo um grupo cibercriminoso suspeito de realizar invasões e fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A ação ocorreu em diversos endereços no Distrito Federal, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão. A investigação teve início após indícios de acessos suspeitos na rede interna da autarquia, com potencial comprometimento de dados e credenciais. As autoridades suspeitam que os investigados tenham utilizado suas posições para cometer os crimes, possivelmente com envolvimento de servidores públicos, embora essa informação ainda não seja confirmada. Os criminosos teriam instalado equipamentos ocultos nas dependências das agências do INSS, permitindo acesso remoto às máquinas e a realização de operações fraudulentas. O INSS ainda não emitiu manifestação oficial sobre o caso.
Impacto das Invasões
Embora as autoridades não tenham confirmado vazamentos de dados públicos, os acessos não autorizados aos sistemas do INSS permitiam reativação de benefícios suspensos, alterações de titularidade e habilitação de empréstimos consignados de forma indevida. Essas ações poderiam fornecer aos criminosos detalhes de diversos beneficiários para a aplicação de golpes. Cerca de 40 milhões de pessoas são contempladas pelos benefícios do INSS, incluindo aposentados e pensionistas. Invasões ao instituto não são inéditas.