Lula convoca delegados da PF para combater crime organizado e faz piada com jabuticaba para acalmar Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que delegados e agentes da Polícia Federal fora de atividade retornem ao trabalho para reforçar o combate ao crime organizado. Em evento em Planaltina (DF), Lula também brincou ao dizer que levará jabuticaba e maracujá para o presidente dos EUA, Donald Trump, como forma de 'acalmá-lo'. A relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta tensões após a expulsão mútua de servidores diplomáticos e divergências sobre o conflito no Oriente Médio.
Retorno de delegados à PF e combate ao crime organizado
Lula afirmou que solicitou ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a convocação de delegados e agentes da Polícia Federal que estão fora da corporação ou 'fingindo trabalhar'. Segundo o presidente, a medida visa ocupar todos os cargos da PF para intensificar o combate ao crime organizado. 'Todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado', declarou. A iniciativa ocorre em meio a um esforço do governo para fortalecer a segurança pública e reduzir a impunidade.
Tensão diplomática com os EUA e declaração sobre Trump
Durante o evento da Embrapa em Planaltina, Lula fez uma declaração descontraída sobre a relação com os Estados Unidos, mencionando que pretende levar um pé de jabuticaba e maracujá para Donald Trump como forma de acalmá-lo. 'O Brasil tem um potencial extraordinário, mas muitas vezes nós não sabemos aproveitar', disse. A fala ocorre em um contexto de tensão diplomática entre os dois países, agravada pela expulsão recíproca de servidores após o caso envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem e divergências sobre a guerra no Oriente Médio.
Contexto da relação Brasil-EUA
A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos enfrenta desafios desde a prisão e liberação de Alexandre Ramagem em solo americano, seguida pela expulsão de um delegado da PF que atuava nos EUA. O governo brasileiro retaliou com base no princípio da reciprocidade. Além disso, Lula e Trump têm posições divergentes sobre o conflito no Oriente Médio, com o Brasil defendendo uma solução negociada e criticando os ataques militares dos EUA e Israel ao Irã.