Lesão grau 4 afasta Estêvão da Copa do Mundo de 2026; entenda gravidade do caso
Atacante Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão grau 4 na coxa direita, diagnosticada como ruptura quase total do músculo posterior. A gravidade do caso pode impedir sua participação na Copa do Mundo de 2026, com o clube indicando cirurgia imediata. Tratamento conservador é negociado para tentar viabilizar sua recuperação a tempo do torneio.
Diagnóstico e impacto na Copa do Mundo
O atacante Estêvão, de 18 anos, foi diagnosticado com uma lesão grau 4 na coxa direita após exames realizados em Londres. Segundo o site *The Athletic*, trata-se de uma ruptura quase total do músculo posterior da coxa, uma das lesões mais graves em atletas. O Chelsea, clube do jogador, indicou cirurgia imediata como tratamento padrão para casos como esse. No entanto, a recuperação cirúrgica inviabilizaria sua participação na Copa do Mundo de 2026, levando o jogador a negociar um tratamento conservador no Brasil para tentar acelerar sua reabilitação.
O que caracteriza uma lesão grau 4?
Lesões musculares grau 4 envolvem a ruptura completa ou praticamente completa das fibras musculares, resultando na perda da continuidade do músculo. Segundo o ortopedista Bruno Canizares, especialista em traumatologia esportiva, esse tipo de lesão é comum em movimentos explosivos, como arrancadas, acelerações ou desacelerações bruscas, típicos do futebol. "Quando há uma ruptura muscular grande e extensa, o músculo perde parte importante da capacidade de gerar força, absorver carga e controlar o movimento", explica Canizares. O médico Adriano Marques de Almeida, presidente do Comitê de Artroscopia e Traumatologia da SBOT, reforça que lesões na região posterior da coxa estão entre as mais frequentes no esporte, variando de rupturas parciais a completas.
Tratamento e perspectivas de recuperação
A indicação do Chelsea para o caso de Estêvão foi a realização de uma cirurgia imediata, procedimento comum em rupturas musculares graves. No entanto, o tempo de recuperação pós-cirúrgico é incompatível com o início da Copa do Mundo, prevista para junho de 2026. O jogador negocia retornar ao Brasil para um tratamento conservador, que inclui fisioterapia intensiva e acompanhamento médico especializado. A decisão busca preservar a possibilidade de sua participação no torneio, embora a eficácia desse método dependa da evolução clínica e da resposta individual do atleta.