Calendário 'Padres Sexy' de Roma é alvo de polêmica após revelação de que modelos nunca foram seminaristas
O famoso 'Calendario Romano', vendido há duas décadas como souvenir em Roma, é questionado após reportagem revelar que a maioria dos modelos nunca frequentou seminários. Giovanni Galizia, rosto recorrente da publicação, admitiu que a sessão de fotos foi apenas uma brincadeira na juventude. O Vaticano nega qualquer vínculo com o produto.
Origem e sucesso do calendário
O 'Calendario Romano' é um calendário anual com 12 retratos em preto e branco de jovens usando trajes sacerdotais, vendido como lembrança turística em Roma há mais de duas décadas. Criado pelo fotógrafo Piero Pazzi, o produto também inclui edições temáticas, como um calendário de gondoleiros venezianos. Apesar de não ter relação oficial com o Vaticano, o calendário se tornou um sucesso de vendas, especialmente entre turistas.
Revelação sobre os modelos
Uma reportagem do jornal *La Repubblica*, publicada nesta semana, expôs que a maioria dos modelos do calendário nunca frequentou seminários ou teve qualquer ligação com a vida eclesiástica. Giovanni Galizia, que estampou a capa do calendário em diversas edições, admitiu que a sessão de fotos, realizada quando ele tinha 17 anos, foi apenas uma brincadeira. 'Era o sorriso de um garoto envergonhado, porque eu via todos os meus amigos na minha frente gargalhando porque eu estava vestido como um padre', relatou Galizia à Associated Press.
Repercussão e posição do Vaticano
A revelação gerou polêmica e chamou a atenção da mídia internacional. O Vaticano, questionado sobre o assunto, negou qualquer vínculo com o calendário. Giovanni Galizia, hoje com 39 anos e trabalhando como comissário de bordo, afirmou que a experiência não teve impacto significativo em sua vida, mas reconheceu que a foto se tornou icônica ao longo dos anos.