SpaceX prepara IPO de US$ 75 bilhões com 30% das ações destinadas a investidores de varejo; especialistas divergem sobre compra imediata
A SpaceX, empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk, deve abrir seu capital em meados de junho de 2026 com uma oferta pública inicial (IPO) avaliada em US$ 75 bilhões. Cerca de 30% das ações serão destinadas a investidores de varejo, uma proporção acima da média do mercado. Enquanto alguns especialistas veem potencial no crescimento da empresa, outros alertam para riscos como valuation elevado e histórico de volatilidade em IPOs de alto perfil.
Detalhes da oferta e alocação para varejo
A SpaceX anunciou que reservará 30% de suas ações na IPO para investidores de varejo, uma decisão que supera a alocação típica do mercado, geralmente em torno de 10% a 20%. A empresa, avaliada em US$ 75 bilhões, busca atrair um público mais amplo, incluindo pequenos investidores que aguardam há anos a oportunidade de comprar ações. A expectativa é que a abertura de capital ocorra em meados de junho, com Elon Musk mantendo controle significativo sobre a companhia.
Opiniões de especialistas sobre a compra imediata
Quatro especialistas em mercado financeiro foram consultados sobre a viabilidade de comprar ações da SpaceX no primeiro dia de negociação. Três deles recomendaram cautela, citando riscos históricos associados a IPOs de empresas de alto perfil. Altug Dincturk, CIO da Madison Partners, destacou que, embora goste da empresa, dados históricos mostram que 64% das ações de IPOs subperformam o mercado em até 10% nos três anos seguintes à abertura de capital. Ele citou exemplos recentes, como o StubHub, que caiu 40% após a estreia, e o CoreWeave, que subiu 78% após um início negativo. Rob Arnott, fundador da Research Affiliates, foi o único a defender a compra imediata, argumentando que a SpaceX possui um mercado endereçável massivo e um fundador visionário com histórico comprovado.
Riscos e oportunidades para investidores
Os defensores da SpaceX apontam para o potencial de crescimento da empresa, impulsionado pela demanda por serviços de internet via satélite (Starlink), missões espaciais comerciais e contratos com agências governamentais, como a NASA. No entanto, críticos alertam para o valuation elevado, a falta de lucratividade consistente e a volatilidade típica de IPOs. Dados da Nasdaq entre 2010 e 2020 revelam que cerca de metade das ações de empresas recém-listadas apresentam retornos negativos no primeiro ano. Além disso, a dependência de Elon Musk e a concorrência crescente no setor aeroespacial são fatores de risco adicionais.