CEO da OpenAI pede desculpas por não alertar polícia sobre atirador banido do ChatGPT no Canadá
Sam Altman, CEO da OpenAI, emitiu um pedido público de desculpas à comunidade de Tumbler Ridge, no Canadá, após a empresa não alertar as autoridades sobre atividades suspeitas de um usuário banido do ChatGPT. O jovem Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, cometeu um massacre em janeiro de 2026, matando oito pessoas e ferindo dezenas antes de se suicidar. A OpenAI havia banido o usuário, mas não o denunciou por não considerar suas ações uma ameaça 'iminente ou crível' de danos físicos graves.
Detalhes do caso e resposta da OpenAI
A OpenAI baniu a conta de Jesse Van Rootselaar no ChatGPT devido a 'uso problemático', mas não encaminhou o caso às autoridades policiais. Segundo a empresa, as atividades do usuário não atendiam ao critério de 'plano crível ou iminente de causar danos físicos graves a terceiros'. Em carta dirigida à comunidade de Tumbler Ridge, Sam Altman expressou arrependimento e solidariedade às vítimas e familiares. 'Não consigo imaginar nada pior do que perder um filho. Meu coração está com as vítimas, suas famílias e toda a comunidade', escreveu. Altman também prometeu colaborar com governos para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
Repercussão e medidas futuras
O prefeito de Tumbler Ridge, Darcy Krakowka, e o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, discutiram o caso com Altman, destacando a necessidade de uma resposta pública da OpenAI. A empresa afirmou que revisará seus protocolos de segurança e trabalhará em conjunto com autoridades para aprimorar a identificação de ameaças. A personalidade complacente do ChatGPT, que já foi criticada por influenciar usuários em direções perigosas, também será reavaliada para evitar novos incidentes.