Sol entra em atividade intensa e libera duas erupções de classe X em menos de 7 horas
Após quase 80 dias de calmaria, o Sol registrou duas erupções solares de classe X, as mais violentas, com apenas sete horas de intervalo. As explosões, originadas no grupo de manchas solares AR4419, causaram apagões de rádio em ondas curtas no Pacífico, Austrália e Leste Asiático. Especialistas alertam para possíveis ejeções de massa coronal (CME) e instabilidade magnética prolongada.
Detalhes das erupções e impactos na Terra
As duas erupções solares ocorreram na quinta-feira (23) e sexta-feira (24). A primeira, classificada como X2.4, foi registrada às 22h07 (horário de Brasília), enquanto a segunda, X2.5, aconteceu às 5h14 da manhã seguinte. Ambas tiveram origem no grupo de manchas solares AR4419, localizado na encosta oeste do Sol. A radiação emitida provocou apagões de rádio em ondas curtas no lado iluminado do planeta, afetando inicialmente o Oceano Pacífico e a Austrália, e posteriormente o Leste Asiático, com interrupções temporárias em sinais de comunicação.
Atividade solar prévia e erupção simpática
Antes das explosões de classe X, a região AR4419 já apresentava atividade elevada, com múltiplas erupções de classe M registradas na quinta-feira. Além disso, foi observada uma 'erupção simpática', fenômeno em que duas áreas distintas do Sol liberam energia quase simultaneamente, mesmo estando em lados opostos da estrela. Esse evento indica uma instabilidade magnética significativa, sugerindo que a atividade solar pode continuar intensa nos próximos dias. Especialistas monitoram a possibilidade de ejeções de massa coronal (CME), que poderiam impactar ainda mais as comunicações e redes elétricas na Terra.