Lula classifica tratamento dos EUA ao Brasil como 'inaceitável' e acusa interesses eleitorais de traição à pátria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em reunião ministerial que o Brasil não pode aceitar o tratamento dado pelos Estados Unidos nesta semana, classificando-o como inaceitável. Lula acusou interesses 'rasteiros' e eleitorais de tentarem 'trair o país' e criticou a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que o déficit comercial é favorável ao Brasil, não aos EUA. O presidente também chamou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, de 'antiamérica'.
Reunião ministerial e críticas aos EUA
Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil não pode 'aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil nesta semana'. Lula afirmou que há pessoas tentando 'trair o país' com interesses 'mesquinhos' e 'rasteiros', vinculados a disputas eleitorais. 'Não há disputa eleitoral, em qualquer país do mundo, que possa dar valor a alguém que trai a pátria', disse o presidente. Lula também reforçou que o Brasil não deve ser tratado como uma 'republiqueta insignificante', destacando a história e a soberania do país.
Tarifas e relações comerciais
Lula criticou a proposta dos EUA de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que a medida é baseada em 'inverdades'. Segundo o presidente, o déficit comercial citado pelos EUA é, na verdade, favorável ao Brasil. 'Se alguém tivesse que fazer uma taxação, é o Brasil contra os EUA, não os EUA contra o Brasil', declarou. Lula também mencionou ter tomado conhecimento da proposta por meio das redes sociais e reiterou que o Brasil nunca se negou a negociar com os Estados Unidos sobre questões comerciais.
Críticas a Marco Rubio
O presidente Lula voltou a criticar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chamando-o de 'antiamérica'. A declaração foi feita durante a mesma reunião ministerial, reforçando a tensão nas relações diplomáticas entre os dois países. Lula não detalhou o contexto da crítica, mas a fala ocorre em meio a um impasse comercial e político entre Brasil e EUA.