Tensões comerciais escalam entre EUA e Canadá após falha em negociações
O governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre produtos canadenses após o fracasso de rodadas de negociações que se estenderam até a última hora. As medidas afetam cerca de US$ 20 bilhões em produtos, incluindo cimento, cerveja, móveis e itens de papel. Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou retaliações equivalentes 'dólar por dólar' para proteger a economia local. O conflito ocorre em um contexto de alta dependência do Canadá em relação ao mercado americano e busca por diversificação de parceiros comerciais.
Impasse e Retaliação
As negociações entre os dois países deterioraram significativamente durante o segundo mandato de Donald Trump. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, classificou a situação como uma 'oportunidade perdida' para o Canadá, alegando que a delegação canadense recusou um acordo que estava em curso. Em contrapartida, Mark Carney afirmou que Washington introduziu exigências injustas e não econômicas de última hora, inviabilizando o acordo.
Impacto Econômico
As tarifas de 50% atingem cerca de 5,5% das exportações canadenses para os EUA, incluindo setores que antes eram protegidos por acordos de livre-comércio. O Canadá, que exporta cerca de 70% de seus produtos para os Estados Unidos, tem buscado reduzir essa dependência através de novos parceiros na Ásia e Europa, além de investimentos em infraestrutura e defesa.
Reação Global
O clima de tensão comercial também afetou outros parceiros. O presidente brasileiro, Lula, informou que o Brasil retomou negociações com os EUA para contestar as sobretaxas impostas por Trump, classificando as justificativas de Washington como 'infundadas'. As equipes técnicas dos dois países devem se reunir na próxima semana para retomar o diálogo.