Falha em processadores Unisoc permite controle total de sistemas Android via chamadas de vídeo
Pesquisadores identificaram uma vulnerabilidade crítica em chips da fabricante chinesa Unisoc que permite a invasores assumirem privilégios de administrador no núcleo do sistema operacional. A brecha ocorre devido a uma falha de projeto onde o modem de telefonia e o processador principal compartilham o mesmo espaço físico de memória sem barreiras de proteção.
Detalhes da vulnerabilidade e dispositivos afetados
A falha foi identificada pela iniciativa de segurança SSD Secure Disclosure e afeta processadores que equipam modelos populares como o Motorola E13, Realme C33 e Xiaomi Redmi A5. A vulnerabilidade permite que invasores, operando uma rede privada de telefonia, enviem dados corrompidos durante uma chamada de vídeo em redes 4G (VoLTE). Se a vítima atender à ligação, o código malicioso é transferido do modem diretamente para o núcleo do Android, concedendo privilégios máximos de administrador.
Histórico e falta de medidas de mitigação
A ausência de divisão interna de memória já havia sido apontada por outros laboratórios, como a Kaspersky, que identificou falha similar em chips Unisoc utilizados em centrais multimídia de veículos em novembro de 2025. Até o momento, o Boletim de Segurança do Android de agosto de 2026 e os comunicados da Unisoc não apresentam soluções. Usuários de aparelhos afetados não possuem medidas de mitigação alternativas e dependem da distribuição de pacotes de correção de firmware pelas fabricantes.