Rússia supera escassez de antenas anti-interferência e equipa drones decoy com tecnologia avançada
Ucrânia identifica antenas de 12 elementos em drones russos Gerbera, usados como iscas para absorver munições de defesa aérea. Especialista ucraniano aponta aumento na produção de componentes anti-interferência, antes com fila de espera de três a cinco meses. Tecnologia reforça resistência dos drones a guerra eletrônica.
Avanço tecnológico em drones de baixo custo
As forças ucranianas encontraram antenas avançadas do modelo Kometa, com 12 elementos, em drones Gerbera de fabricação russa. Esses drones, geralmente feitos de espuma ou compensado, são utilizados como iscas para desviar munições de defesa aérea ucranianas dos drones de ataque Geran-2, versão russa do Shahed-136 iraniano. O custo estimado de um Gerbera é de cerca de US$ 10 mil, enquanto um Geran-2 varia entre US$ 35 mil e US$ 80 mil.
Produção acelerada de componentes críticos
Serhii 'Flash' Beskrestnov, consultor de tecnologia de drones do Ministério da Defesa ucraniano, destacou que a presença dessas antenas indica um aumento na capacidade de produção da fábrica russa responsável pelos componentes Kometa. Há um ano, havia uma fila de espera de três a cinco meses para esses dispositivos, essenciais para resistir à guerra eletrônica, uma das principais estratégias ucranianas para neutralizar drones inimigos.
Impacto na guerra eletrônica
Antenas com mais elementos, como as de 12 encontrados nos Gerberas, oferecem maior resistência à interferência eletrônica. Versões anteriores do Kometa possuíam arrays de quatro ou oito elementos. Esse avanço sugere que a Rússia está priorizando a superação de gargalos logísticos para fortalecer suas operações aéreas não tripuladas.