Artemis 2: Astronautas Relatam Cansaço Ocular e Percepção de Cor da Lua no Espaço
A tripulação da missão Artemis 2 tem enfrentado desafios visuais durante a exploração lunar, com o piloto Victor Glover relatando cansaço ocular devido ao contraste entre a intensa luminosidade da Lua e o ambiente escuro da cabine da nave Orion. A especialista Christina Koch observou que a Lua aparenta uma tonalidade mais marrom durante a aproximação.
Desafios Visuais e Adaptação na Nave Orion
O astronauta Victor Glover, que utiliza óculos, descreveu dificuldades em alternar o foco rapidamente entre as observações externas da Lua e as tarefas internas da nave, como operar equipamentos. Ele mencionou que o forte contraste entre a superfície lunar e o interior escuro da cabine tem provocado cansaço ocular. Para mitigar o esforço visual, a tripulação ajusta a luminosidade interna e se reveza nas observações. Os efeitos da microgravidade, que causam deslocamento de fluidos corporais para a cabeça e aumentam a pressão intracraniana, agravam a condição. A NASA estuda a síndrome neuro-ocular associada a voos espaciais (SANS), identificada em 2011, como um risco para missões de longa duração.
Percepção da Cor da Lua no Espaço
Christina Koch, especialista da missão, relatou que a Lua tem se apresentado com uma coloração mais marrom conforme a nave Orion se aproxima. A cor percebida da Lua varia da Terra entre branco, amarelo e avermelhado, devido a efeitos ópticos da atmosfera terrestre, e não à sua composição intrínseca. O satélite reflete entre 3% e 12% da luz solar, com seu brilho variando conforme a posição no céu e a passagem da luz pela atmosfera. Durante o dia, a Lua tende a parecer esbranquiçada pela competição com a luz solar, e à noite, pode apresentar tons avermelhados quando mais baixa no horizonte.