Gilmar Mendes defende trajetória de Jorge Messias após rejeição pelo Senado e exalta jurista como um dos maiores do Brasil
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu a soberania do Senado na rejeição da indicação de Jorge Messias para a Corte, mas destacou a trajetória técnica e a dignidade do advogado-geral da União. Messias enfrentou cinco meses de exposição e ataques à honra desde a indicação pelo presidente Lula, mas manteve postura de coragem e compromisso com o Estado Democrático de Direito.
Reconhecimento técnico e defesa da trajetória
Gilmar Mendes afirmou que a decisão do Senado Federal, que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, deve ser respeitada por ser uma prerrogativa constitucional soberana. No entanto, o ministro fez questão de ressaltar as qualidades técnicas do advogado-geral da União, classificando-o como 'um dos maiores juristas da história recente do Brasil'. Segundo Mendes, Messias possui uma carreira marcada por 'dignidade, retidão e dedicação ao serviço público', além de reunir todas as credenciais exigidas para o cargo de ministro do Supremo. O decano concluiu que 'o Brasil ganha em tê-lo onde estiver'.
Exposição e ataques durante o processo
O ministro Gilmar Mendes comentou sobre o longo período de exposição enfrentado por Jorge Messias, que durou cinco meses desde a indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante esse tempo, Messias foi alvo de 'graves ataques à sua honra', mas, segundo Mendes, manteve uma postura de 'coragem, dignidade e humildade'. O decano destacou que a história fará justiça à trajetória do jurista, reconhecendo seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e os serviços prestados às instituições brasileiras.