PF investiga Cláudio Castro por fraude em combustíveis e Eduardo Bolsonaro admite papel em filme sobre Jair Bolsonaro
A Polícia Federal deflagrou operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por suspeita de fraude no setor de combustíveis envolvendo a refinaria Refit. Eduardo Bolsonaro confirmou participação como produtor-executivo em filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, após vazamento de documentos. Ministro Alexandre de Moraes decretou prisão de Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit.
Operação Sem Refino e investigação contra Cláudio Castro
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sem Refino para investigar um esquema de fraude no setor de combustíveis envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o Grupo Refit. Segundo a PF, Castro teria utilizado a máquina pública para facilitar crimes da refinaria, incluindo desvios e lavagem de dinheiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão preventiva de Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit, e determinou sua inclusão na lista vermelha da Interpol. A operação também resultou na apreensão de R$ 500 mil em dinheiro vivo, com mensagens suspeitas em caixas.
Eduardo Bolsonaro e o filme sobre Jair Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro admitiu, em depoimento à PF, que assinou um documento se apresentando como produtor-executivo do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Segundo investigações, Eduardo teria controle sobre as finanças do projeto, que oferecia cotas de até US$ 1,1 milhão com promessas de visto para os EUA. O filme enfrentou denúncias de condições precárias de trabalho e atrasos nos pagamentos. Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, também foi citado em áudios nos quais cobrava R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para concluir a produção.
Outros desdobramentos da operação
Além das prisões e apreensões, a PF apontou o uso de celulares registrados em nome de pessoas falecidas no esquema ligado a Cláudio Castro e Ricardo Magro. A operação também revelou indícios de 'cooptação integral' do estado do Rio de Janeiro para favorecer o Grupo Refit. O STF e a PF alinharam investigações para aprofundar o caso, que envolve emendas parlamentares direcionadas a ONGs ligadas à produtora do filme sobre Bolsonaro.