Apple alerta para crise global de chips de memória impulsionada pela IA e projeta impacto financeiro a partir de junho de 2026
A Apple registrou crescimento de 17% na receita no segundo trimestre fiscal de 2026, superando expectativas de analistas. No entanto, o CEO Tim Cook alertou que a escassez de chips de memória, impulsionada pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial (IA), começará a impactar significativamente os negócios da empresa a partir de junho. Gigantes como Microsoft e Meta também revisaram seus investimentos devido ao aumento nos custos de componentes.
Demanda por IA eleva custos e pressiona cadeia de suprimentos
A crise de chips de memória é resultado direto da demanda crescente por infraestrutura de IA, descrita por Tim Cook como 'insaciável'. Processadores especializados, como os da Nvidia, exigem volumes massivos de componentes, reduzindo a oferta disponível para dispositivos de consumo, como smartphones e computadores. Cook destacou que, embora a Apple tenha mitigado o impacto até agora, os custos serão 'significativamente maiores' no próximo período fiscal, a partir de junho de 2026.
Medidas emergenciais e competição entre big techs
Para enfrentar a escassez, a Apple avalia estratégias como aumento de preços de produtos finais e negociação de contratos de longo prazo para garantir suprimentos. A competição entre gigantes da tecnologia agravou o cenário: a Microsoft projeta gastos extras de US$ 25 bilhões (R$ 124 bilhões) com componentes, enquanto a Meta elevou suas estimativas para até US$ 145 bilhões (R$ 718 bilhões). A pressão sobre a cadeia de suprimentos é intensificada pela evolução dos processadores de IA, que consomem quantidades cada vez maiores de memória, deixando o mercado de dispositivos pessoais mais caro e desabastecido.