Ex-detenta revela rotina e desafios em prisões femininas de segurança máxima nos EUA
Jacqueline Montanez, conhecida como 'Loca D', cumpriu 31 anos em prisões femininas de segurança máxima nos EUA após ser condenada por duplo homicídio aos 15 anos. Sua pena foi reduzida para 63 anos após decisão da Suprema Corte sobre sentenças perpétuas para menores. Ela detalha aspectos como segurança, relacionamentos entre detentas e guardas, violência entre gangues e a economia interna das prisões.
Condenação e redução de pena
Montanez foi condenada à prisão perpétua por dois assassinatos cometidos aos 15 anos, ligados à gangue Maniac Latin Disciples, em Chicago. Sua pena foi reduzida para 63 anos após uma decisão da Suprema Corte dos EUA, que proibiu sentenças perpétuas sem possibilidade de liberdade condicional para menores, aplicada retroativamente.
Dinâmicas internas das prisões femininas
Em entrevista ao Business Insider, Montanez descreveu a rotina em prisões de segurança máxima, incluindo a relação entre detentas e guardas, a violência entre gangues e a economia informal dentro das unidades. Ela também abordou temas como gravidez, relacionamentos românticos entre presas e como as detentas lidam com a convivência forçada.
Vida após a prisão e ativismo
Libertada em 2022, Montanez tornou-se ativista pela reforma prisional e trabalha com grupos de defesa de jovens, como o Queens for Queens. Ela compartilha suas experiências para alertar sobre os impactos do sistema carcerário e promover mudanças nas políticas de encarceramento.