Sete pacientes morrem durante uso compassivo de polilaminina no Brasil; laboratório defende segurança da substância
Sete pacientes morreram após receberem a substância polilaminina em uso compassivo desde fevereiro de 2026, quando o Laboratório Cristália iniciou a disponibilização do tratamento fora de estudos clínicos. Mais de 100 pessoas já utilizaram a substância no país, mas os dados não integram pesquisas formais de eficácia e segurança. O laboratório afirma que a maioria das aplicações não apresentou efeitos adversos graves.
Contexto e uso compassivo
A polilaminina, substância ainda em fase de pesquisa, foi disponibilizada para uso compassivo no Brasil a partir de fevereiro de 2026. Esse mecanismo permite que pacientes acessem tratamentos experimentais antes da aprovação definitiva pela Anvisa, desde que haja autorização prévia da agência. Até o momento, mais de 100 pessoas receberam a substância, mas os dados coletados não fazem parte de estudos clínicos formais, o que impede a inclusão desses pacientes em análises de eficácia e segurança.
Mortes e reações do laboratório
Durante a Rio Innovation Week, a pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos com a polilaminina, apresentou dados sobre os pacientes em uso compassivo. Sete deles morreram desde o início das aplicações. O Laboratório Cristália, no entanto, afirmou que a maioria das aplicações não apresentou efeitos adversos graves e que o procedimento é seguro. O laboratório também mencionou ter incentivado pedidos de uso compassivo após o caso de Bruno, um paciente que teria recuperado movimentos após o tratamento.
Próximos passos e incertezas
Os pacientes que receberam a polilaminina em uso compassivo não poderão ser incluídos nos estudos clínicos formais, que ainda dependem de comprovação de eficácia e segurança. A Anvisa mantém a substância sob análise, e os resultados dos estudos serão determinantes para sua eventual aprovação. Enquanto isso, o laboratório continua a defender a segurança do tratamento, apesar das mortes registradas.