Soldado israelense é condenado a 30 dias de prisão por destruir estátua de Jesus no Líbano
Um soldado israelense foi condenado a 30 dias de prisão e removido do serviço de combate após destruir uma estátua de Jesus Cristo com golpes de marreta em um vilarejo cristão no sul do Líbano. O caso, registrado em vídeo e amplamente divulgado nas redes sociais, gerou indignação internacional e críticas às operações militares de Israel na região.
Detalhes da condenação e contexto
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta terça-feira (21/04) a condenação de um soldado a 30 dias de prisão por profanar uma estátua de Jesus Cristo no vilarejo de Debel, no sul do Líbano. O militar, que usou uma marreta para destruir a imagem religiosa, também foi removido do serviço de combate. Um segundo soldado, responsável por fotografar o ato, recebeu a mesma pena. Outros seis militares presentes no local foram convocados para prestar esclarecimentos e podem enfrentar sanções adicionais. As IDF lamentaram o incidente, mas reforçaram que suas operações na região visam combater supostos 'elementos terroristas', em referência ao movimento Hezbollah.
Reações e impacto do caso
O episódio ocorreu no último fim de semana e foi registrado em vídeo pelo jornalista palestino Younis Tirawi, que compartilhou as imagens nas redes sociais. A estátua, parte de um pequeno santuário no jardim de uma família local, foi destruída durante uma operação militar israelense. O padre Fadi Falfel, de Debel, confirmou à agência Reuters que a cruz fazia parte de um espaço religioso privado. A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, que reúne líderes de diversas igrejas da região, incluindo o patriarca latino Pierbattista Pizzaballa, expressou 'profunda indignação' e exigiu providências. O caso reacende debates sobre a conduta das tropas israelenses em áreas ocupadas e o respeito a símbolos religiosos.