Elden Ring redefine padrões dos Soulslikes, mas mundo aberto não é regra para o gênero
O sucesso estrondoso de Elden Ring consolidou o jogo como um dos Soulslikes mais influentes da história, destacando-se especialmente por seu design de mundo aberto. No entanto, especialistas apontam que a abordagem open-world não deve ser uma obrigatoriedade para futuros títulos do gênero, equilibrando inovação e tradição.
Impacto de Elden Ring no gênero Soulslike
Lançado em 2022, Elden Ring revolucionou o gênero Soulslike ao introduzir um mundo aberto vasto e interconectado, desenvolvido em colaboração com o escritor George R.R. Martin. O jogo não apenas manteve a essência desafiadora e a narrativa fragmentada característica dos títulos da FromSoftware, mas também expandiu as possibilidades de exploração e liberdade para os jogadores. Sua recepção crítica e comercial foi excepcional, com mais de 20 milhões de cópias vendidas até 2024, consolidando-o como um marco no design de jogos de mundo aberto.
Mundo aberto: uma evolução, não uma obrigação
Embora Elden Ring tenha demonstrado que um Soulslike pode prosperar em um formato open-world, analistas e desenvolvedores alertam que essa abordagem não deve ser vista como uma regra para o gênero. Jogos como Lies of P e Lords of the Fallen, que adotam estruturas mais lineares ou semi-abertas, provam que a profundidade mecânica e a narrativa imersiva podem ser igualmente eficazes sem a necessidade de um mundo vasto. A flexibilidade no design permite que cada título explore suas próprias forças, seja em combate, lore ou atmosfera.
Desafios e críticas ao modelo open-world
Apesar do sucesso, alguns jogadores e críticos apontam que a escala de Elden Ring pode diluir a sensação de progressão ou tornar certas áreas menos memoráveis. Títulos menores, como Blasphemous e Salt and Sanctuary, conseguem manter a tensão e a coesão narrativa ao focar em ambientes mais compactos e densos. A discussão sobre o futuro dos Soulslikes gira em torno de como equilibrar inovação e fidelidade às raízes do gênero, sem sacrificar a identidade que o tornou único.