Endividamento Brasileiro Atinge Níveis Recordes e Ganha Espaço na Disputa Presidencial de 2026
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica, com metade da população inadimplente. O tema se tornou central nas preocupações do governo e na agenda de pré-candidatos para as eleições de 2026.
Níveis de Endividamento e Inadimplência
O percentual de brasileiros endividados alcançou 80,4% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Dados do Banco Central (BC) indicam que quase metade da renda nacional está comprometida com dívidas, incluindo cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. O nível de endividamento no sistema financeiro se aproxima dos patamares registrados no final de 2022.
Governo e Oposição Abordam o Tema
O alto endividamento das famílias é um assunto recorrente nas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seu novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, recebeu a missão de lidar com a questão, que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou como a principal preocupação de Lula para as eleições de 2026. Em contrapartida, os pré-candidatos de oposição Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) utilizam o cenário para criticar a atual gestão.
Propostas de Refinanciamento e Uso do FGTS
Lula e Durigan discutiram um programa de refinanciamento de dívidas, com o objetivo de oferecer a inadimplentes a troca de suas dívidas por novas, com juros mais baixos e descontos de até 80% em alguns casos. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também defendeu o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Estimativas da pasta indicam que cerca de 10 milhões de brasileiros poderiam ter acesso a R$ 7 bilhões para quitar débitos.