ONG Denuncia Morte de 500 Presos em Quatro Anos de "Guerra Contra Gangues" em El Salvador
Um relatório alarmante da ONG Socorro Jurídico Humanitário (SJH) revelou que um total de 500 presos morreram em El Salvador nos quatro anos desde o início da "guerra contra as gangues" do presidente Nayib Bukele. A marca de quatro anos foi completada nesta sexta-feira (27), e o regime de estado de exceção, em vigor desde 27 de março de 2022, resultou na detenção de cerca de 91 mil pessoas sem mandado judicial. Organizações de direitos humanos têm denunciado graves violações sob essa política.
Violações de Direitos Humanos e Mortes sob Custódia
O relatório da SJH destaca um "aumento significativo de mortes sob custódia estatal" desde o início das prisões em massa. As denúncias incluem casos de tortura, agressões físicas e negligência médica, que teriam contribuído para o alto número de óbitos. A política de segurança de Bukele, embora popular internamente por reduzir a criminalidade, tem sido alvo de críticas internacionais por suas implicações nos direitos humanos e pela falta de transparência sobre as condições carcerárias.
O Regime de Exceção de Nayib Bukele
Desde que o estado de exceção foi implementado, o governo de Nayib Bukele tem suspendido garantias constitucionais, permitindo prisões em massa e julgamentos sumários. Cerca de 91 mil pessoas foram detidas sem mandado judicial, e muitas permanecem em prisões superlotadas. A ONG Socorro Jurídico Humanitário e outras entidades continuam a monitorar a situação, alertando para a necessidade de transparência e respeito aos direitos fundamentais, buscando a responsabilização por possíveis abusos.