Motoboys por aplicativo têm renda instável e lideram crescimento no mercado de trabalho em 2026
O número de motoboys no Brasil atingiu recorde em 2025, com 2,1 milhões de motocicletas vendidas, impulsionado pelo trabalho por aplicativos. Em 2026, a projeção é de 2,3 milhões de unidades. Apesar da demanda crescente, a renda média da categoria é menor em comparação a outros trabalhadores, e o aluguel de motos se tornou uma alternativa para entrada rápida no mercado.
Crescimento recorde no setor
Dados da Abraciclo revelam que 2025 terminou com um recorde de 2,1 milhões de motocicletas licenciadas no varejo, um aumento de 17,1% em relação a 2024. A projeção para 2026 é ainda maior, com expectativa de 2,3 milhões de unidades vendidas. O crescimento é atribuído principalmente ao aumento da demanda por entregas via aplicativos, que se tornaram essenciais para diversos setores, como farmácias, restaurantes e pequenos comércios.
Aluguel de motos como alternativa de trabalho
Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, as empresas do setor emplacaram mais de 70 mil motocicletas em 2024, um salto de quase 90% em comparação ao ano anterior. A frota total das locadoras alcançou 140 mil unidades. Geraldo Carneiro, fundador da Byker, empresa especializada em locação de motocicletas, explica que o aluguel se tornou uma opção viável para trabalhadores que buscam entrar no mercado sem a necessidade de financiamentos de longo prazo ou análise de crédito rigorosa.
Renda instável e desafios da categoria
Apesar do crescimento no número de trabalhadores, a renda média dos motoboys por aplicativo é menor em comparação a outros profissionais da categoria. A instabilidade financeira e os riscos associados ao trabalho, como exposição a condições climáticas adversas e trânsito intenso, são alguns dos desafios enfrentados diariamente por esses profissionais.