EUA podem usar big techs para influenciar eleições brasileiras
Especialistas em geopolítica e tecnologia alertam para o risco de ações cibernéticas e o uso de grandes empresas de tecnologia por parte dos Estados Unidos para interferir nas eleições brasileiras de 2026. O alerta surge após um memorando do governo de Donald Trump que autoriza parcerias com empresas privadas para operações de 'vigilância' e 'efeitos cibernéticos', que podem incluir a manipulação ou interrupção de sistemas de informação. Especialistas apontam que as big techs podem atuar como 'tentáculos' dos interesses americanos, influenciando nichos demográficos e colocando em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Risco de ações cibernéticas e influência oculta
Especialistas alertam que as ações de influência não precisam ser públicas; podem ocorrer de forma 'subterrânea', dificultando a identificação dos responsáveis. O risco é considerado sistêmico, envolvendo desde o impulsionamento de perfis em redes sociais até o acesso não autorizado a sistemas de informação para criação de dossiês que favoreçam ou prejudiquem candidatos.
Papel das Big Techs e Geopolítica
As grandes empresas de tecnologia são vistas como ferramentas de poder que podem mobilizar e canalizar influências de forma direta. A proximidade entre executivos de tecnologia e o governo estadunidense, somada a uma nova doutrina de segurança dos EUA que busca consolidar a influência americana na América Latina, coloca o Brasil como um alvo estratégico, dado seu papel histórico como um dos poucos países capazes de desafiar a hegemonia regional dos EUA.