Pilotos de drones de combate precisam reaprender habilidades para guerra, dizem especialistas
Pilotos de drones de corrida, apesar de habilidosos em voos rápidos e precisos, enfrentam desafios ao operar drones em situações de combate. Treinadores destacam que a guerra exige paciência, movimentação lenta e estratégias de caça, habilidades distintas das usadas em competições esportivas. A Ucrânia e a Rússia utilizam drones 'adormecidos', que exigem horas ou dias de espera para atingir alvos específicos.
Habilidades distintas entre drones esportivos e de combate
Pilotos de drones de corrida são treinados para voar em alta velocidade e com precisão, habilidades valiosas em competições esportivas. No entanto, especialistas em treinamento militar, como Viesturs Silenieks, presidente do conselho da Drone Force – Europe, afirmam que essas habilidades não são suficientes para operações de combate. Segundo Silenieks, pilotos esportivos precisam 'mudar sua mentalidade' e reaprender a voar de forma lenta e estratégica, quase 'do zero'. A diferença entre os dois tipos de pilotagem é descrita como 'totalmente diferente'.
Paciência e estratégia: chaves para o sucesso em operações militares
Taras Berezovets, chefe do departamento de cooperação militar das Forças de Defesa Territorial da Ucrânia, destacou que a paciência é uma habilidade essencial para pilotos de drones em situações de guerra. Operadores frequentemente precisam agir como 'caçadores', esperando por longos períodos para identificar e atingir alvos, como soldados ou veículos. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia utilizam drones 'adormecidos', que são posicionados e ativados horas ou até dias após serem lançados, exigindo um planejamento meticuloso e uma abordagem estratégica por parte dos pilotos.