Cientista climática Ayana Elizabeth Johnson defende ação estratégica em vez de esperança passiva para crise ambiental
A oceanógrafa e escritora Ayana Elizabeth Johnson, em artigo publicado no LitHub, questiona a dependência da esperança como motivação para enfrentar a crise climática. Ela argumenta que a palavra 'esperança' é passiva e insuficiente, propondo foco em estratégias concretas e ações para evitar a necessidade de otimismo. Johnson, conhecida por seu trabalho em políticas ambientais, admite que a produtividade e a execução de tarefas são suas formas de lidar com a ansiedade gerada pela crise.
Crítica à esperança como motivação
Ayana Elizabeth Johnson, oceanógrafa e cofundadora do Urban Ocean Lab, afirma que a palavra 'esperança' transmite uma ideia de passividade e pensamento desejoso, como em 'espero que alguém faça algo'. Para ela, a pergunta recorrente 'O que te dá esperança?' é, na verdade, um pedido por motivação para continuar agindo. Johnson, que se define como cientista e realista, rejeita o otimismo fácil e defende que a solução para a crise climática exige estratégias claras e ações imediatas, não apenas expectativas positivas.
Emoções e produtividade como resposta
A autora revela que, apesar de não ser propensa à depressão, absorve diariamente notícias negativas sobre o clima, o que a leva a canalizar suas emoções em produtividade. Johnson descreve momentos de vulnerabilidade, como chorar no metrô de Nova York ao ler relatórios da ONU sobre o sofrimento humano e a perda de biodiversidade. No entanto, ela enfatiza que a ação concreta — como completar tarefas e implementar políticas — é sua forma de lidar com a ansiedade, em vez de depender de um otimismo abstrato.