CEO da Nexstar critica DirecTV e alerta para concentração no mercado de TV local nos EUA
Perry Sook, CEO da Nexstar, criticou a DirecTV após um juiz federal bloquear a fusão de US$ 6,2 bilhões entre Nexstar e Tegna. Sook afirmou que o termo 'gigante da radiodifusão' é um oxímoro, considerando o domínio de empresas como a DirecTV no mercado de TV paga. Ele alertou que, em breve, duas ou três empresas controlarão todo o setor de TV local nos EUA, destacando a crescente concentração de poder no setor.
Contexto da fusão bloqueada
A fusão entre a Nexstar e a Tegna, avaliada em US$ 6,2 bilhões, foi bloqueada por um juiz federal nos Estados Unidos. A decisão foi influenciada por ações de empresas como a DirecTV, que se opuseram ao acordo. Perry Sook, CEO da Nexstar, classificou a oposição como uma manobra para proteger interesses de empresas dominantes no mercado de TV paga, como a própria DirecTV, que detém cerca de 11 milhões de assinantes.
Alerta sobre concentração no setor
Sook destacou que o mercado de TV local nos EUA está caminhando para uma concentração ainda maior, com apenas duas ou três empresas controlando todo o setor. Ele criticou a narrativa de que a fusão Nexstar-Tegna criaria um 'gigante da radiodifusão', argumentando que empresas como a DirecTV já possuem um domínio significativo no mercado de TV paga, com uma base de assinantes muito maior do que a de qualquer emissora local.
Reações e próximos passos
A Nexstar ainda não anunciou se irá recorrer da decisão judicial que bloqueou a fusão. Enquanto isso, o mercado de mídia nos EUA continua em transformação, com empresas buscando consolidar suas posições em um cenário cada vez mais competitivo e dominado por poucos players. A crítica de Sook reflete a tensão entre empresas de radiodifusão e operadoras de TV paga, que buscam proteger seus interesses em um setor em rápida evolução.