Patinetes elétricos no Recife geram polêmica por mau uso e abandono em locais proibidos
Desde março de 2026, patinetes elétricos de aluguel no Recife enfrentam problemas como superlotação, abandono em áreas inadequadas e infrações de trânsito. Mais de 100 usuários já foram bloqueados pela empresa Whoosh por irregularidades, enquanto especialistas alertam para riscos de inviabilizar a mobilidade urbana sustentável.
Implantação e polêmicas
Os patinetes elétricos de aluguel foram disponibilizados no Recife em março de 2026 como alternativa de mobilidade urbana. No entanto, em menos de dois meses, surgiram registros de mau uso, incluindo um vídeo que mostra cinco adolescentes dividindo o mesmo patinete no bairro de Boa Viagem. Além disso, equipamentos foram encontrados abandonados em locais proibidos, como rampas de acessibilidade, mangues e até dentro de canais. A empresa Whoosh, uma das permissionárias, já bloqueou mais de 100 usuários por irregularidades no uso dos veículos.
Infrações e desafios
Entre as principais infrações registradas estão o tráfego em calçadas, excesso de velocidade em ciclofaixas e estacionamento irregular. Especialistas, como o arquiteto e urbanista Francisco Cunha, destacam que o patinete é uma ferramenta útil quando usado de forma responsável por adultos. No entanto, o descumprimento das regras pode levar à inviabilização da inovação. "O risco que a gente corre é da balbúrdia inviabilizar a inovação", alertou Cunha em entrevista à TV Globo.
Distribuição e fiscalização
Atualmente, há mil patinetes espalhados por nove bairros do Recife, com maior concentração na área central, próximo ao Marco Zero. A empresa Whoosh e outras permissionárias monitoram o uso dos equipamentos, aplicando bloqueios e multas para coibir irregularidades. Apesar dos desafios, a iniciativa busca promover uma mobilidade mais sustentável, desde que respeitadas as normas de segurança e convivência urbana.