Economia dos EUA assume formato 'G' com baby boomers como pilar de consumo e apoio financeiro às novas gerações
O economista Ed Yardeni descreve a economia dos EUA como 'G-shaped', destacando que os baby boomers, com patrimônio de US$ 89,6 trilhões, sustentam o crescimento ao financiar filhos e netos. Enquanto a geração mais velha gasta em média US$ 69,3 mil anuais, os jovens enfrentam crise de acessibilidade. Yardeni aponta que o endividamento crescente dos mais novos reflete dependência desse suporte intergeracional.
Baby boomers impulsionam economia com gastos e auxílio financeiro
O economista Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, propôs um novo modelo para descrever a economia dos EUA: o formato 'G'. Segundo Yardeni, os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964) são responsáveis por sustentar o crescimento econômico, não apenas por seu poder de consumo, mas também por fornecerem apoio financeiro a filhos e netos. Dados do Federal Reserve indicam que essa geração detém US$ 89,6 trilhões em ativos, representando metade da riqueza das famílias americanas. Em 2023, os boomers registraram gastos médios anuais de US$ 69.303, o maior entre todas as faixas etárias, segundo o Bureau of Labor Statistics.
Jovens enfrentam crise de acessibilidade e endividamento
Enquanto os baby boomers prosperam, as gerações mais jovens lidam com uma crise de acessibilidade. Yardeni destaca que o endividamento crescente entre os jovens adultos reflete a dependência do suporte financeiro dos boomers. A disparidade entre as gerações é evidenciada pelo fato de que, apesar do alto consumo dos mais velhos, os jovens enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas, como moradia e educação, sem assistência familiar.