OMS declara emergência global por surto de Ebola no Congo com 105 mortes e 513 casos suspeitos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de interesse internacional após um surto de Ebola na República Democrática do Congo registrar 105 mortes e 513 casos suspeitos. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com a velocidade de propagação do vírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola, em áreas urbanas e a falta de vacinas e tratamentos aprovados. Profissionais de saúde também foram afetados, e a resposta sanitária foi atrasada por resultados falsos negativos em testes iniciais.
Detalhes do surto e resposta da OMS
O surto de Ebola na República Democrática do Congo, causado pelo vírus Bundibugyo, já resultou em 105 mortes confirmadas e 513 casos suspeitos, segundo o Ministério da Saúde congolês. A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião emergencial de seu comitê de crise para avaliar a situação, destacando fatores críticos como a disseminação em áreas urbanas, a morte de profissionais de saúde e a intensa circulação de pessoas na região afetada. A ausência de vacinas e tratamentos aprovados para essa variante do vírus agrava a crise, levando a OMS a declarar emergência de saúde pública de interesse internacional no domingo (17).
Atraso na detecção e desafios logísticos
Especialistas apontam que o vírus circulou sem ser detectado por semanas, dificultando os esforços de contenção. A primeira morte ligada ao surto ocorreu em 24 de abril, em Bunia, mas o corpo da vítima foi transportado para Mongbwalu, uma região de mineração com alta mobilidade populacional, o que pode ter acelerado a propagação. Testes iniciais apresentaram resultados falsos negativos para o tipo mais comum de ebola (Zaire), atrasando a resposta sanitária. Autoridades locais e internacionais enfrentam desafios logísticos para conter o avanço da doença em um contexto de infraestrutura precária e conflitos regionais.