Gustavo Petro denuncia campanha de fake news contra Iván Cepeda nas eleições presidenciais da Colômbia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou grupos de direita de promover uma campanha de desinformação para prejudicar o candidato presidencial Iván Cepeda, do Pacto Histórico. Petro sugeriu ligação com o 'Hondurasgate', esquema internacional de desestabilização de governos progressistas. Uma gravação falsa atribuída a dissidentes das FARC foi desmentida pelas autoridades, que confirmaram sua origem em uma prisão comum.
Contexto e denúncia
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, denunciou no domingo (17/05) uma campanha sistemática de fake news visando prejudicar a candidatura de Iván Cepeda, líder nas pesquisas eleitorais pelo Pacto Histórico. Petro associou a operação ao 'Hondurasgate', alegando que se trata de uma estratégia da direita para desestabilizar governos progressistas na América Latina. A denúncia ocorreu após a divulgação de uma gravação de áudio em que um homem, fingindo ser dissidente das FARC, exigia votos para a coligação governista.
Investigação e desmentido
A Polícia Nacional e o Ministério da Defesa da Colômbia descartaram qualquer ligação entre a gravação e grupos armados ilegais. As autoridades confirmaram que o áudio foi produzido e enviado por um detento comum, condenado por extorsão telefônica, em uma prisão de Tolima. Iván Cepeda, pré-candidato à presidência, repudiou as acusações e reforçou que seu movimento não tolera apoio de organizações criminosas. Petro exigiu uma investigação judicial completa para esclarecer a origem da manipulação.
Reações e garantias eleitorais
O governo colombiano garantiu que todas as medidas institucionais serão adotadas para assegurar a transparência das eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio. Petro classificou a campanha de desinformação como um 'crime grave contra o processo democrático' e pediu que os tribunais determinem a extensão das operações desestabilizadoras. Cepeda, por sua vez, condenou qualquer forma de pressão ilegal sobre os eleitores e reafirmou seu compromisso com a democracia.