Turquia, Arábia Saudita e Paquistão assinam Pacto de Meca para defesa coletiva
Os três países estabeleceram um acordo de defesa mútua onde um ataque a qualquer um dos membros será considerado um ataque a todos. O pacto é visto como uma alternativa à dependência de segurança dos Estados Unidos e busca fortalecer a dissuasão no Oriente Médio.
Estrutura e Defesa Coletiva
O Pacto de Meca, também referido como Pacto Sunita ou Pacto Muçulmano, estabelece um compromisso de defesa conjunta. O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, descreveu o acordo como tecnicamente equivalente ao Artigo 5 da Otan. No entanto, analistas apontam que, por não possuir uma estrutura de comando integrada como a Otan e por envolver países com interesses nacionais distintos, o pacto deve ser considerado, no momento, uma declaração de intenções e uma aliança de iguais que prioriza a soberania nacional.
Contexto Geopolítico e Objetivos
Embora o pacto seja interpretado por alguns como uma resposta direta ao conflito no Oriente Médio e às tensões com o Irã, as negociações iniciaram em dezembro de 2024, antes do atual ciclo de conflitos. O Irã afirmou que não vê o pacto como uma ameaça direta, mas sim como um sinal de que os signatários não confiam nos compromissos de segurança dos Estados Unidos. A Arábia Saudita busca mitigar ameaças de mísseis, drones e interrupções em rotas marítimas, enquanto a Turquia busca oportunidades na exportação de material de defesa e o Paquistão busca maior influência no Oriente Médio e cooperação econômica.
Expansão e Futuro da Aliança
O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, expressou o desejo de expandir o pacto para outros países da região. O Egito foi identificado como um parceiro natural, e o governo egípcio está estudando o acordo seriamente, embora mantenha cautela para não prejudicar relações com outros vizinhos, como Irã, Israel e Emirados Árabes Unidos.