Júri do caso Henry Borel se torna o mais longo do Rio em 18 anos e supera julgamento de Flordelis
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho) e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel entrou em seu sétimo dia consecutivo e se tornou o mais longo do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal em 2008. Até então, o recorde pertencia ao julgamento da ex-deputada Flordelis, que durou sete dias. O caso Henry já ultrapassou essa marca e pode se estender por mais uma semana.
Contexto e duração recorde
O júri popular do caso Henry Borel, que investiga a morte do menino de 4 anos em março de 2021, entrou em seu sétimo dia consecutivo neste domingo (31) e se tornou o mais longo realizado no Estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal em 2008. Até então, o recorde pertencia ao julgamento da ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza, concluído em sete dias em novembro de 2022. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pela condução do caso Henry, já ouviu diversas testemunhas, mas ainda restam depoimentos de defesa, interrogatórios dos réus e debates finais antes da votação dos jurados.
Fatores que prolongam o julgamento
A extensão do julgamento é atribuída a múltiplos fatores, incluindo a quantidade de testemunhas — mais de duas dezenas —, a presença de peritos, médicos, policiais, familiares e ex-companheiras de Jairinho, além de duas estratégias de defesa independentes e conflitantes. O advogado Rodrigo Faucz, que também defendeu Flordelis, integra a bancada de defesa de Jairinho, o que reforça a complexidade do caso. A expectativa é que os trabalhos avancem por pelo menos mais uma semana.