Startups usam IA para analisar fezes e urina em banheiros inteligentes; Throne Science levanta US$ 10 milhões
Startups como Throne Science, Vivoo e TOTO estão transformando banheiros em centros de monitoramento de saúde com tecnologias baseadas em inteligência artificial. A Throne Science, cofundada por um ex-executivo da WHOOP, levantou US$ 10 milhões em uma rodada Série A para expandir seu dispositivo de análise de fezes e urina. A tecnologia promete estabelecer padrões de saúde intestinal, mas ainda não é capaz de diagnosticar distúrbios digestivos.
Tecnologia e investimentos no setor
A Throne Science anunciou um investimento de US$ 10 milhões em uma rodada Série A, liderada por investidores do setor de saúde e tecnologia. A startup desenvolveu o Throne One, um dispositivo que se acopla ao vaso sanitário e utiliza sensores treinados por IA para analisar fezes e urina. O CEO Scott Hickle demonstrou como o sistema registra variações na consistência das fezes, classificando-as por cores que indicam saúde intestinal. Outras empresas, como a TOTO, já lançaram tecnologias similares no Japão, como o Stool Scan, que usa LEDs para analisar a consistência das fezes. A Vivoo também entrou no mercado com o Smart Toilet, focado em análise de urina e hidratação.
Aplicações e limitações da tecnologia
Segundo Brian Comiskey, diretor sênior de inovação da Consumer Technology Association, o crescimento do setor é impulsionado por avanços em sensores e IA, além de uma maior preocupação com a saúde digestiva. No entanto, especialistas alertam que, embora a tecnologia possa ajudar gastroenterologistas a monitorar padrões de saúde intestinal, ela ainda não é capaz de diagnosticar distúrbios digestivos. Pacientes frequentemente têm dificuldade em relatar com precisão seus hábitos intestinais, o que torna a análise automatizada uma ferramenta potencialmente útil para acompanhamento contínuo.