Macacos-prego resgatados de cativeiro com sinais de maus-tratos recebem tratamento em hospital veterinário de Uberlândia
Vinte e seis macacos-prego foram resgatados de um criadouro em Santa Catarina onde o manejo era realizado 'na base do terror', segundo fiscal do Ibama. Cinco dos animais, incluindo um macho com projéteis de arma de pressão e microchips, estão sendo tratados no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU). Exames revelaram desnutrição, suspeita de diabetes e possíveis aneurismas.
Resgate e condições dos animais
Os 26 macacos-prego foram retirados de um criadouro em Santa Catarina, onde, segundo uma fiscal do Ibama, o manejo era realizado 'na base do terror, com jatos d’água de alta pressão'. Cinco desses animais — três fêmeas e dois machos — foram encaminhados para tratamento no Setor de Animais Silvestres do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU). Um dos machos apresentava oito projéteis de arma de pressão espalhados pelo corpo, além de dois microchips, indicando possível recaptura após venda. As fêmeas estavam desnutridas, e exames preliminares apontaram suspeita de diabetes e aneurismas.
Tratamento e adaptação
No HV-UFU, os macacos-prego passaram por uma série de exames, incluindo raio-x, ultrassom e eletrocardiograma. Os veterinários iniciaram a formação de um bando, separando machos e fêmeas, uma vez que a vida em grupo é essencial para a sobrevivência e socialização da espécie. O bando oferece proteção contra predadores, facilita a busca por alimentos e é fundamental para o aprendizado dos filhotes. O veterinário-chefe do hospital, Márcio Bandarra, destacou que os animais ainda aguardam exames de imagem mais precisos para diagnósticos definitivos.