STF intima União e estados a apresentarem plano contra incêndios florestais com risco elevado de Super El Niño em 2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a União e os estados da Amazônia Legal e do Pantanal apresentem, em até dez dias úteis, as medidas adotadas para enfrentar o aumento significativo do risco de incêndios florestais. Projeções indicam que o fenômeno climático El Niño atingirá seu pico entre setembro e outubro de 2026, com temperaturas acima da média e seca prolongada nas regiões afetadas.
Risco de incêndios e impacto do El Niño
O despacho do ministro Flávio Dino destaca a elevada probabilidade de temperaturas superiores à média histórica e a persistência de falta de chuvas na Amazônia e no Pantanal ao longo de 2026. Segundo o documento, o fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, deve atingir seu ápice entre setembro e outubro, período crítico para a propagação de incêndios florestais. Modelos climáticos internacionais, citados em nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), indicam a possibilidade de um El Niño forte ou muito forte entre 2026 e 2027, com potencial para intensificar eventos climáticos extremos no Brasil.
Previsões e alertas científicos
Pesquisadores do Cemaden alertam que o cenário atual pode repetir os impactos observados durante o El Niño de 2023/2024, com a combinação de seca prolongada e temperaturas elevadas aumentando o risco de incêndios florestais. O fenômeno El Niño, embora ocorra no Pacífico, altera padrões climáticos globais, afetando chuvas, temperaturas e ventos em diversas regiões. Especialistas também destacam a redução dos intervalos entre os chamados 'super' El Niños, o que pode agravar os efeitos sobre ecossistemas já vulneráveis.