CFM proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos no Brasil a partir de junho de 2026
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso da substância PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos ou reparadores no Brasil, com a medida entrando em vigor em 2 de junho de 2026. A decisão segue casos de complicações graves e mortes associadas ao procedimento, como a da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira, que faleceu após aplicação nos glúteos e coxa. O PMMA, um gel plástico não absorvível pelo organismo, exige cirurgias complexas para remoção em casos de complicações.
Proibição e riscos do PMMA
O CFM determinou a proibição do uso de PMMA em procedimentos estéticos ou reparadores, com exceção de casos específicos já regulamentados. A substância, utilizada principalmente para aumento de volume em glúteos e rosto, é permanente e não absorvida pelo corpo, aderindo a músculos e ossos. Em situações de complicações, sua remoção exige cirurgias extensas e pode resultar em danos a tecidos saudáveis. A conselheira federal do CFM, Graziela Bonin, destacou a dificuldade técnica de remover o material sem afetar áreas adjacentes.
Casos recentes e alertas
A decisão do CFM foi motivada por tragédias recentes, incluindo a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira, de 48 anos, ocorrida na semana anterior à proibição após aplicação de PMMA. Outro caso citado foi o do noivo da fisioterapeuta Cláudia Nunes, que faleceu quatro anos após um preenchimento com PMMA no quadril. Cláudia alertou para os riscos: "São várias cirurgias, cicatrizes, dor e patologias que se arrastam. O sofrimento é muito pesado."