China Proíbe Uso de Apartamentos como Cemitérios Improvisados
O governo chinês implementou uma nova proibição que veta o uso de apartamentos residenciais para guardar restos mortais cremados. A medida surge devido ao aumento dos preços e à escassez de lotes em cemitérios públicos, levando chineses a utilizarem imóveis encalhados para rituais funerários.
Motivação da Proibição
A China enfrenta um cenário onde o preço dos imóveis está em queda, enquanto a demanda por lotes em cemitérios públicos cresce. Essa disparidade levou muitos chineses a optarem por guardar as cinzas de parentes em apartamentos. Os "apartamentos de cinzas" são frequentemente encontrados em complexos residenciais, com janelas lacradas ou cortinas fechadas, e utilizados como salas de rituais, contendo velas, luzes vermelhas e urnas alinhadas por geração. Esses locais representam uma alternativa mais barata a jazigos em cemitérios públicos e oferecem às famílias maior controle sobre os processos funerários. A proibição entrará em vigor nesta semana, antes do Festival de Qingming, data em que famílias tradicionalmente visitam os túmulos de seus entes queridos.
Impacto da Urbanização e Envelhecimento Populacional
O envelhecimento da população chinesa, com a taxa de mortalidade superando a de nascimentos, intensificou a inflação dos serviços funerários. Paralelamente, a rápida urbanização no país pressiona os custos dos limitados lotes de cemitério nas áreas urbanas. Em 2020, os funerais na China representaram quase metade do salário médio anual do país, com despesas funerárias superadas apenas pelo Japão entre os países citados.