Guerra no Irã: Embaixador Brasileiro Relata Devastação e Perda de Vidas em Teerã
O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, descreveu a guerra em andamento como uma experiência devastadora, comparando-a a um cenário fora de um videogame. Em entrevista, ele relatou ter sido despertado por bombardeios diários que causaram tremores nas paredes de seu apartamento e explosões visíveis pela janela. Segundo o embaixador, o conflito já resultou na morte de mais de 3,5 mil iranianos, com alvos civis, como a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab, que sofreu um ataque com míssil americano deixando 175 mortos, a maioria meninas, sendo frequentemente classificados como 'dano colateral' pelos Estados Unidos.
Impacto da Guerra no Irã Segundo o Embaixador Brasileiro
André Veras Guimarães, embaixador do Brasil em Teerã, descreveu a guerra em andamento como uma realidade longe de ser um videogame, com bombardeios cotidianos dos Estados Unidos e Israel afetando a capital e outras regiões do país. Morando no último andar de um prédio residencial, Veras relatou ter sido despertado repetidamente de madrugada por estrondos e tremores nas paredes, além de ter presenciado a explosão de prédios pela janela. O conflito, que completou 46 dias na última terça-feira (14/4), já causou a morte de mais de 3,5 mil iranianos, de acordo com estimativas do governo iraniano. O embaixador criticou a precisão dos ataques, apesar da tecnologia existente, e mencionou que a morte de autoridades iranianas em bombardeios leva consigo mais 15 pessoas, além de feridos e destruição de estruturas. Ele citou o ataque à Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, no primeiro dia da guerra, onde um míssil americano resultou em 175 mortes, a maioria meninas. Ao ser questionado sobre o incidente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou desconhecimento. Veras Guimarães também criticou o termo 'dano colateral', frequentemente usado para justificar ataques a alvos civis.