Trump Ameaça Irã com Destruição em Massa Caso Negociações Falhem no Paquistão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu novas ameaças ao Irã, sugerindo que uma destruição em larga escala poderia ocorrer caso as negociações de paz no Paquistão não resultem em um acordo para o fim da guerra e o desbloqueio do Estreito de Ormuz. Trump declarou que os Estados Unidos "só os deixamos vivos para que possam negociar".
Declarações de Trump e Condições para Negociação
Em declaração divulgada nesta sexta-feira (10/04), Donald Trump reiterou ameaças ao Irã, aludindo a uma possível destruição em larga escala do país persa caso as negociações em andamento no Paquistão terminem sem um acordo para o fim da guerra e sem o desbloqueio do Estreito de Ormuz. O mandatário americano afirmou que uma ação militar contra Teerã poderia ocorrer a qualquer momento, destacando que "nossos navios de guerra estão equipados com as melhores munições", sugerindo prontidão para atacar. Trump declarou que os Estados Unidos controlam os rumos do conflito e "só os deixamos vivos (os iranianos) para que possam negociar (um acordo)". Ele indicou que o desfecho das negociações seria conhecido em breve, "nas próximas 24 horas". Os principais interesses americanos mencionados incluem a reabertura completa do Estreito de Ormuz e o estabelecimento de novos parâmetros para o programa nuclear iraniano.
Confirmação da Reunião e Delegações
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou na sexta-feira a realização das negociações em Islamabad, com a presença de delegações dos Estados Unidos e do Irã. Sharif declarou que "ambas as delegações já estão a caminho e se mostraram dispostas a conversar sobre nossa proposta, que busca estabelecer mais que um cessar-fogo temporário". A delegação iraniana, segundo a agência IRNA, seria composta pelo chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Por sua vez, a delegação dos Estados Unidos incluiria o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial da Casa Branca para a Ásia Ocidental, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Trump.