Pacífico registra anomalia de +0,5°C e sinaliza possível retorno do El Niño em 2026
Região Niño 3.4, referência oficial para monitoramento do fenômeno, atingiu pela primeira vez em 2026 o limiar mínimo de aquecimento de +0,5°C. Especialistas alertam que anomalia precisa persistir por semanas e ser acompanhada de mudanças atmosféricas para declaração oficial do El Niño, previsto para meados de maio ou junho.
Primeiro sinal concreto em 2026
O Oceano Pacífico equatorial registrou nesta segunda-feira (20) a primeira anomalia de temperatura na região Niño 3.4, considerada o termômetro oficial do El Niño. A faixa central do oceano atingiu +0,5°C acima da média, marca mínima para caracterizar o fenômeno. Este é o primeiro registro desde 1° de maio de 2024, quando o Rio Grande do Sul enfrentava enchentes associadas ao superaquecimento do Pacífico. No entanto, uma única medição não é suficiente para declarar o El Niño: a anomalia precisa se manter por várias semanas consecutivas e ser acompanhada de alterações na circulação atmosférica.
Critérios científicos e projeções
O El Niño ocorre quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial permanece 0,5°C acima da média por um período prolongado, geralmente entre dois e sete anos. Agências climáticas monitoram diferentes faixas do oceano, mas a região Niño 3.4 é a principal referência. Meteorologistas projetam que o fenômeno poderá ser oficialmente declarado entre meados de maio e junho de 2026, caso a tendência de aquecimento persista. A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) já registra predomínio de águas mais quentes em várias regiões do Pacífico, reforçando a possibilidade de configuração do El Niño.