Irã retoma controle rígido do Estreito de Ormuz após acusações de pirataria e sabotagem pelos EUA
O Irã anunciou neste sábado (18/04) o retorno do controle estrito sobre o Estreito de Ormuz, alegando 'atos de pirataria e sabotagem marítima' cometidos pelos Estados Unidos. O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que a medida é resposta às violações norte-americanas de um acordo de cessar-fogo temporário, que previa passagem gerenciada de navios comerciais e petroleiros.
Contexto e justificativa do Irã
Em comunicado oficial, o porta-voz da sede central Khatam al-Anbiya do Irã, Ebrahim Zolfaghari, declarou que o Estreito de Ormuz retornou ao 'estado operacional anterior' sob controle rigoroso das Forças Armadas iranianas. A decisão foi motivada por acusações de que os Estados Unidos teriam cometido 'atos de pirataria e sabotagem marítima' sob o pretexto de um 'bloqueio naval'. Zolfaghari destacou que, apesar de um acordo temporário permitir a passagem gerenciada de navios, os EUA descumpriram as condições, levando o Irã a retomar o controle total da via estratégica.
Posição dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na sexta-feira (17/04) que o 'bloqueio naval' ao Irã permanecerá em vigor até a conclusão de um acordo definitivo que atenda aos interesses norte-americanos. Trump declarou: 'O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã — e somente ao Irã — até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída'. A postura dos EUA é apontada pelo Irã como a principal razão para a retomada do controle estrito do Estreito de Ormuz.
Implicações para o tráfego marítimo
Zolfaghari reforçou que a liberdade de navegação dos navios iranianos e o tráfego comercial pela região só serão plenamente restabelecidos quando os Estados Unidos garantirem condições seguras e sem restrições. Enquanto isso, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o transporte global de petróleo, permanecerá sob gestão militar iraniana, com potencial impacto no fluxo de mercadorias e na estabilidade dos mercados energéticos.