São Paulo registra sexta morte por febre amarela em 2026; vítima não estava vacinada
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a sexta morte por febre amarela em 2026. A vítima, um homem de 54 anos de Lençóis Paulista, não havia sido vacinado. O estado já soma 10 casos da doença em humanos neste ano, todos em pessoas não imunizadas. Medidas de controle estão sendo reforçadas.
Detalhes do caso e medidas de controle
A vítima, um homem de 54 anos residente em Lençóis Paulista, faleceu em decorrência da febre amarela, conforme confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) nesta segunda-feira (1º). O paciente não possuía histórico de vacinação contra a doença. Com este novo óbito, São Paulo chega a seis mortes por febre amarela em 2026, todas envolvendo homens com idades entre 38 e 64 anos, nenhum deles vacinado. O município de Lençóis Paulista informou que uma equipe da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias) realizará uma avaliação técnica na cidade nesta terça-feira (2). Até o momento, o estado registrou 10 casos confirmados da doença em humanos, distribuídos em cinco municípios: Lagoinha (5 casos), Araçariguama (1), Cruzeiro (2), Cunha (1) e Lençóis Paulista (1).
Transmissão e alerta epidemiológico
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados, sendo o Aedes aegypti o principal vetor em áreas urbanas e o Haemagogus em regiões florestais. Na última quarta-feira (27), a SES-SP confirmou o primeiro caso em primata não humano em 2026, registrado em Santo André, no Grande ABC. A presença do vírus em macacos indica risco de transmissão em áreas de mata, parques e unidades de conservação, servindo como alerta para as autoridades sanitárias. É importante destacar que os macacos não transmitem a doença, mas funcionam como sentinelas da circulação do vírus. A febre amarela não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra a doença.