Congressista dos EUA pede à FCC que rejeite investimento de fundos soberanos do Oriente Médio na fusão Paramount-Warner Bros.
O congressista Sam Liccardo solicitou ao presidente da FCC, Brendan Carr, que negue o pedido da Paramount Skydance para permitir que fundos soberanos da Arábia Saudita, Abu Dhabi e Catar adquiram 38,5% de participação não votante na empresa resultante da fusão com a Warner Bros. Discovery. Liccardo argumenta que a dependência financeira da Paramount a tornaria refém de regimes autoritários, mesmo com ações sem direito a voto.
Detalhes do pedido da Paramount Skydance
A Paramount Skydance apresentou um pedido à FCC para permitir que três fundos soberanos do Oriente Médio — Arábia Saudita, Abu Dhabi e Catar — adquiram uma participação combinada de 38,5% em ações sem direito a voto na empresa resultante da fusão com a Warner Bros. Discovery. O limite regulatório da FCC para propriedade estrangeira é de 25%. Além disso, investidores estrangeiros passivos, geridos pela RedBird Capital Partners, deteriam 5,8%, e outras entidades estrangeiras controlariam 5,2% das ações Classe B. O pedido também solicita aprovação para que investidores estrangeiros possam, no futuro, deter até 100% do capital da empresa, considerando flutuações naturais no mercado.
Argumentos do congressista Sam Liccardo
Em carta enviada na sexta-feira (1º), o congressista Sam Liccardo destacou que a restrição das ações a participações não votantes não resolve o conflito de interesses. Ele afirmou que a escala da participação estrangeira não se trata de um investimento passivo, mas de uma influência significativa, dada a dependência financeira da Paramount. Liccardo classificou a situação como uma 'rendição da mídia e infraestrutura americana às mãos de regimes autoritários estrangeiros' e pediu que a FCC não permita que 'tecnicalidades legais' mascarem a realidade do controle indireto.
Posicionamento da Paramount
A Paramount argumentou que a operação não resultaria em transferência de controle, uma vez que a família Ellison e a RedBird Capital Partners deteriam a maior participação acionária na empresa. No entanto, Liccardo rebateu essa alegação, afirmando que a dependência financeira da Paramount a tornaria 'refém' de seus maiores acionistas, independentemente do direito a voto.