Mulheres utilizam IA para investigar antecedentes de parceiros e prevenir violência
O uso de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, como Plinq e Puft.IA, tem crescido entre mulheres que buscam identificar históricos de violência doméstica e crimes antes de iniciar relacionamentos. Essas plataformas utilizam técnicas de Open-source Intelligence (Osint) para varrer registros públicos, como Diários Oficiais e processos judiciais, oferecendo uma camada de proteção em um cenário de alta violência de gênero no Brasil.
O papel da tecnologia na proteção feminina
Diante do aumento recorde de feminicídios no Brasil, mulheres têm recorrido a ferramentas de IA para realizar o que antes exigiria horas de pesquisa manual. Essas plataformas consolidam dados de tribunais e órgãos públicos em segundos, permitindo que as usuárias identifiquem se um pretendente possui medidas protetivas ou histórico de crimes antes de encontros presenciais.
Segurança jurídica e LGPD
Especialistas em Direito Digital afirmam que o uso dessas ferramentas é legal, desde que consultem dados públicos e não acessem processos sob segredo de justiça. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não impede a consulta a fontes abertas, e o 'direito ao esquecimento' não é absoluto para registros de crimes, garantindo que o histórico de agressores permaneça acessível para fins de segurança pública.