China renova licenças de 400 frigoríficos dos EUA após cúpula Trump-Xi em Pequim
A China renovou as licenças de mais de 400 frigoríficos dos Estados Unidos para exportação de carne bovina, após reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. A medida beneficia empresas como Cargill e Tyson Foods e representa 65% das plantas registradas para o mercado chinês. As exportações haviam sido interrompidas após vencimento das licenças sem renovação automática.
Contexto e impacto no mercado
A renovação das licenças ocorre após um período de incerteza no mercado, quando centenas de frigoríficos americanos perderam autorização para exportar carne bovina à China devido ao vencimento das licenças. A decisão foi anunciada pela alfândega chinesa nesta sexta-feira (15), um dia após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. Segundo a Federação de Exportadores de Carne dos EUA, as plantas afetadas representavam cerca de 65% do total registrado para exportações ao mercado chinês. A medida é vista como um avanço nas relações comerciais entre os dois países, que enfrentam tensões geopolíticas e disputas tarifárias.
Empresas beneficiadas e reações do setor
Entre as empresas beneficiadas pela renovação das licenças estão unidades da Cargill e da Tyson Foods, duas das maiores processadoras de carne dos Estados Unidos. A Federação de Exportadores de Carne dos EUA classificou a decisão como um 'primeiro passo crucial' para restabelecer o acesso pleno ao mercado chinês. Joe Schuele, porta-voz da federação, destacou a importância da medida para o setor, que vinha sofrendo com a queda nas exportações desde o agravamento das disputas comerciais entre os dois países. Apesar da renovação, autoridades chinesas não esclareceram as oscilações no sistema de registro, que chegou a exibir as licenças como 'ativas' antes de voltar ao status 'expirado' durante as negociações.