Cúpula da OTAN em Ancara pressiona países europeus a atingirem meta de 5% do PIB em gastos militares
A cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho de 2026, é marcada por pressão dos EUA para que países membros cumpram a meta de destinar 5% do PIB a defesa. Washington ameaça reduzir investimentos no bloco e prioriza vendas de armamentos a nações que atingirem o patamar. Alemanha, Polônia e países nórdicos são elogiados, enquanto Itália, Espanha e Reino Unido admitem dificuldades.
Pressão dos EUA e metas da OTAN
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará da cúpula da OTAN em Ancara para reforçar a exigência de que os países europeus cumpram a meta de gastar 5% do PIB em defesa e segurança. O embaixador dos EUA na OTAN, Matt Whitaker, destacou que a Polônia, países nórdicos, bálticos e a Alemanha avançaram rumo ao objetivo, mas criticou nações como Itália, Espanha e Reino Unido por não conseguirem atingir o patamar. Whitaker afirmou que Trump espera que todos os aliados intensifiquem esforços "imediatamente" para alcançar a meta.
Transferência de custos e incentivos
Washington busca reduzir seus investimentos na OTAN, transferindo os custos de defesa para os países europeus. Como incentivo, os EUA oferecerão prioridade na compra de armamentos norte-americanos aos países que cumprirem a meta de 5% do PIB. Em artigo conjunto no *The Economist*, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertaram que "a era de dependência dos EUA chegou ao fim" e que a capacidade industrial da aliança é insuficiente para as demandas atuais.
Reuniões bilaterais e contexto geopolítico
Além da cúpula, Trump terá reuniões bilaterais com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy. A pressão por aumento nos gastos militares ocorre em um contexto de tensões globais, incluindo a guerra na Ucrânia e a necessidade de fortalecer a defesa coletiva da aliança.