Intervenção emergencial em empresas de ônibus de Belo Horizonte após protestos de passageiros
Três empresas de transporte público de Belo Horizonte passaram por intervenção emergencial da prefeitura após reclamações recorrentes de passageiros. Atrasos, superlotação e veículos com defeitos mecânicos motivaram protestos, incluindo o fechamento de pistas na Estação São Gabriel. A medida visa melhorar o serviço até o fim do contrato de concessão, previsto para 2028.
Motivos da intervenção
A intervenção emergencial foi determinada pela Prefeitura de Belo Horizonte após uma série de reclamações de usuários do transporte público. Os principais problemas relatados incluem atrasos frequentes, superlotação e veículos em condições precárias ou com defeitos mecânicos. Na última quinta-feira (28), passageiros insatisfeitos chegaram a bloquear pistas na Estação São Gabriel, na Região de Venda Nova, em protesto contra as condições do serviço. Segundo a Superintendência de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (Sumob), as empresas SM Transportes, Transoeste e TopBus foram notificadas administrativamente diversas vezes para regularizar a operação, mas não atenderam às exigências.
Empresas afetadas e medidas adotadas
As empresas alvo da intervenção são a SM Transportes, Transoeste e TopBus. A SM Transportes, do grupo Saritur, teve 28 coletivos retirados de circulação em abril após atingirem a idade máxima permitida para operação na capital, que é de 12 anos. No Barreiro, a Transoeste enfrenta reclamações por descumprimento de horários e veículos com problemas mecânicos. A prefeitura determinou que algumas linhas dessas empresas sejam operadas temporariamente por outras concessionárias para minimizar os impactos aos usuários. O contrato de concessão do serviço de transporte público em Belo Horizonte está previsto para encerrar em 2028.
Reações e próximos passos
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), que representa as três operadoras, não se pronunciou até a publicação desta reportagem. Rafael Murta, superintendente da Sumob, afirmou que as notificações contratuais foram enviadas para garantir a retomada do nível de operação adequado. A prefeitura reforçou que a intervenção emergencial busca reduzir os transtornos aos passageiros enquanto durar o atual contrato de concessão.