Evo Morales denuncia 'Operação Condor 2026' dirigida por Trump na Bolívia em meio a crise política
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, de liderar uma nova versão da Operação Condor na Bolívia, batizada de 'Operação Condor 2026'. Segundo Morales, o objetivo seria sufocar protestos populares contra o governo de Rodrigo Paz, com apoio de governos de direita na região, incluindo o argentino Javier Milei. A denúncia inclui alegações de envolvimento de estrategistas de comunicação e campanhas de desinformação para criminalizar líderes sociais e indígenas.
Contexto histórico e acusações
Evo Morales comparou a atual situação na Bolívia com a Operação Condor, uma aliança repressiva entre ditaduras militares sul-americanas na década de 1970, que visava perseguir e eliminar opositores políticos. Segundo Morales, a versão atual, denominada 'Operação Condor 2026', seria liderada por Donald Trump e executada por governos de direita na América Latina, incluindo o presidente argentino Javier Milei. O ex-presidente boliviano afirmou que os EUA, Israel e outros governos estão apoiando o regime de Rodrigo Paz não apenas com declarações, mas também com 'diversos materiais', sem especificar quais.
Campanhas de desinformação e estratégias de comunicação
Morales destacou o papel de Fernando Cerimedo, descrito como ex-conselheiro de presidentes de extrema-direita, que teria sido enviado à Bolívia como 'estrategista de comunicação' para conduzir uma 'guerra suja' e criminalizar líderes e organizações sociais. O ex-presidente acusou ainda que campanhas digitais estão sendo realizadas a partir de plataformas ligadas ao governo argentino, com o objetivo de gerar ódio contra povos indígenas e provocar uma guerra civil no país. Essas operações incluiriam 'guerreiros digitais' alinhados a Milei, responsáveis por disseminar desinformação.
Reações e impacto regional
A denúncia de Morales ocorre em um momento de intensa crise política na Bolívia, com protestos populares contra o governo de Rodrigo Paz. O ex-presidente alertou que a escalada de tensões pode levar a um cenário de instabilidade semelhante ao vivido durante as ditaduras militares na região. A acusação de envolvimento dos EUA e de governos aliados na América Latina reforça a polarização política e levanta preocupações sobre a interferência externa em assuntos internos da Bolívia.