Estudo do Fed de Nova York revela que trabalho remoto aumenta desemprego entre jovens recém-formados
Pesquisa do Federal Reserve Bank de Nova York aponta que o aumento do trabalho remoto desde a pandemia elevou a taxa de desemprego entre jovens recém-formados em profissões 'remotáveis', como desenvolvimento de software. A dificuldade de treinamento e orientação à distância é citada como principal causa. Em ocupações presenciais, como enfermagem, não houve diferença significativa nas taxas de desemprego entre jovens e profissionais mais experientes.
Impacto do trabalho remoto nas contratações
O estudo liderado pela economista Natalia Emanuel, do Federal Reserve Bank de Nova York, comparou profissões que permitem trabalho remoto com aquelas que exigem presença física. Entre 2017-2019 e 2022-2024, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados em áreas 'remotáveis' subiu cerca de 1 ponto percentual. Em contraste, trabalhadores mais velhos (29 anos ou mais) dessas mesmas áreas registraram leve queda na taxa de desemprego, ampliando a disparidade entre os grupos. Para profissões presenciais, não houve diferença significativa nas taxas de desemprego entre jovens e profissionais experientes.
Dificuldades no treinamento à distância
A pesquisa destaca que empresas evitam contratar recém-formados para vagas remotas devido à complexidade de treiná-los e orientá-los fora do ambiente presencial. Segundo o estudo, 'o trabalho remoto enfraqueceu os incentivos para contratar jovens trabalhadores ao dificultar o treinamento no próprio emprego'. A conclusão é que empregadores preferem não contratar jovens para equipes distribuídas, pois é mais desafiador ensinar habilidades necessárias à distância.