Justiça sueca pede 10 anos de prisão para homem acusado de explorar esposa em esquema de prostituição forçada
Promotora sueca solicitou pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos acusado de lenocínio qualificado e exploração sexual da esposa. O réu teria obrigado a vítima a manter relações sexuais com cerca de 120 homens, gerando lucros significativos e explorando sua vulnerabilidade. O julgamento, realizado em Härnösand, inclui acusações de oito estupros e pedido de indenização de 1,1 milhão de coroas suecas (R$ 580 mil).
Detalhes do caso e acusações
O homem, preso desde 10 de abril de 2026, é acusado de criar anúncios na internet, organizar e supervisionar encontros sexuais pagos, além de pressionar a esposa para realizar atos online visando atrair mais clientes. Segundo a promotora Ida Annerstedt, os fatos ocorreram entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025, caracterizando 'uma exploração impiedosa da denunciante'. A vítima, descrita como em 'situação de vulnerabilidade', teria sido tratada como 'mercadoria' pelo réu, que nega as acusações por meio de sua defesa.
Contexto legal e indenização
Na Suécia, a venda de serviços sexuais não é ilegal, mas pagar por eles ou facilitar sua oferta configura crime. Além das acusações de lenocínio qualificado, o réu responde por oito estupros. A advogada da vítima, Silvia Ingolfsdottir, pediu indenização de 1,1 milhão de coroas suecas (aproximadamente R$ 580 mil) por danos morais. O julgamento deve ser concluído nesta terça-feira (26) com as alegações finais da defesa.